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A Justiça do Distrito Federal se mostrou novamente favorável à direita ao suspender a expulsão de Aldo Rebelo dos quadros da sigla Democracia Cristã (DC). A juíza Gabriela de Faria, responsável pela 6ª Vara Cível em Brasília, concedeu uma liminar que determina sua imediata reintegração.

A decisão se baseia na alegação de irregularidades no processo disciplinare instaurado contra o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Revista Oeste, a juíza considerou inexistente um devido processo legal, comprometendo assim os direitos ao contraditório e à ampla defesa assegurados por lei. O partido não seguiu as etapas previstas em seu próprio estatuto para aplicar punição formalmente contra Rebelo.

A situação se agrava no contexto da disputa interna do Democracia Cristã pela candidatura a Presidente da República. A expulsão, que ocorreu após um pedido de alguns membros e com o apoio de Joaquim Barbosa – atualmente pré-candidato –, abriu espaço para essa movimentação estratégica. O partido justificou sua decisão como resultado do “esgotamento” das tentativas de resolução interna, além de apontar fatos conflitantes em relação aos princípios partidários e a declarações controversas contra João Caldas, atual presidente da legenda.

A Justiça Eleitoral já havia oficializado a expulsão de Rebelo em maio deste ano, momento que pavimentou o caminho para a pré-candidatura do ex-ministro ao Palácio do Planalto. A iniciativa foi prontamente criticada por Rebelo como uma “afronta” e um “balão de ensaio”, demonstrando sua persistência na disputa pela indicação da sigla. Com essa nova decisão judicial, o Democracia Cristã agora poderá definir internamente quem liderará a chapa presidencial em convenção nacional agendada para julho.

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