Reprodução/Divulgação

A Latam enfrenta uma realidade dolorosa: a escalda combustível ameaça sufocar o setor aviado no Brasil e na América Latina, forçando cortes drásticos na operação da companhia aérea para tentar conter as despesas que aumentaram exponencialmente com a guerra entre Irã e outros países.

O presidente executivo Jerome Cadier admitiu publicamente que os preços do querosene de aviação dispararam devido à instabilidade geopolítica no Oriente Médio, um fator que exerce uma pressão enorme sobre o caixa da Latam – como apontou recentemente a Revista Oeste –, afetando diretamente as projeções iniciais. A empresa reduziu sua oferta programada para julho em cerca de 3%, e prevê ainda novos ajustes ao longo dos próximos meses, comprometendo uma expansão projetada inicialmente em 11% com relação a 2025; um cenário que certamente preocupa o país.

A situação é grave demais: segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível representa cerca de 45% do custo operacional dessas companhias, e essa porcentagem só aumenta diante dos preços globais em alta. O governo tentou mitigar os efeitos com a renovação de subsídios ao óleo para aeronaves, seguida por uma redução na venda às distribuidoras pela Petrobras (14,2%), equivalente a R$0,93/litro – medidas insuficientes para reverter o cenário global desfavorável.

A Azul também anunciou cortes significativos em sua malha aérea, conforme declarado pelo presidente John Rodgerson que busca proteger os recursos financeiros da empresa diante das incertezas geradas pela guerra e do aumento dos custos operacionais. O problema não é exclusivo de nosso país: companhias aéreas na Europa e Ásia já estão reduzindo a frequência de voos para se adequar à nova realidade, mostrando o impacto generalizado dessa crise energética global que ameaça toda uma indústria.

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