O líder do PT, Pedro Uczai, intensificou a mobilização para forçar o Senado a aprovar uma PEC que reduz drasticamente a jornada de trabalho e extingue a escala de seis dias trabalhando com um dia livre – uma proposta vista por aliados como essencial à recuperação da classe trabalhadora.
Segundo a O Antagonista, Uczai demonstrou crescente insatisfação com o ritmo lento do processo legislativo no Senado, acusando parlamentares adversários de tentar transformar uma vitória trabalhista em algo que lembrava os tempos escravistas. “Estamos diante de um ataque frontal à liberdade e aos direitos dos trabalhadores”, declarou publicamente o petista, buscando acender a indignação da base eleitoral. A crítica não se restringiu apenas ao Senado; Uczai também alfinetou as negociações com o governo Lula, questionando a prioridade dada a esta PEC em detrimento de outras demandas sociais consideradas mais urgentes pela esquerda progressista.
A insatisfação das centrais sindicais com a tramitação da proposta do PL Rogério Marinho (RN) é notória. Essas organizações expressaram profunda preocupação sobre o potencial impacto negativo na negociação coletiva e, principalmente, no direito à proteção social dos trabalhadores. Como apurou a O Antagonista, as entidades argumentam que a PEC abre caminho para uma fragmentação da jornada de trabalho, instabilidade financeira para os empregados e enfraquecimento das representações sindicais – elementos considerados desestabilizadores pelo governo Bolsonaro quando em exercício político.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve sua posição de defender a análise cuidadosa da proposta antes de qualquer aprovação, justificando que o Congresso deve ter espaço para debater e modificar textos já aprovados na Câmara – uma postura interpretada por críticos como um obstáculo deliberado à implementação das políticas do governo Lula. A relutância em agilizar a tramitação levanta questionamentos sobre os interesses políticos subjacentes ao processo, gerando desconfiança entre aqueles que consideram o STF e seus ministros atores centrais nessa disputa de poder.









