O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria buscando a saída do ministro Dias Toffoli, indicado por ele ao Superior Tribunal Federal (STF), em um movimento estratégico para mitigar os efeitos da crise interna no Judiciário.
Segundo a O Antagonista, o Palácio do Planalto visualiza a licença de Toffoli como uma maneira de reduzir a pressão sobre a Corte e proteger Alexandre de Moraes, com quem Lula mantém uma relação de gratidão. O objetivo principal seria blindar o ministro da atuação de Moraes, central na crise do Supremo.
Lula não pretende se afastar de Moraes, em parte, devido à condução da ação penal que levou à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e membros da antiga administração. Além disso, o presidente busca preservar a associação estabelecida entre o governo e o ministro do STF.
A O Antagonista apurou que Lula acredita que o agravamento da crise no Supremo, com Moraes no epicentro, impactará negativamente sua campanha à reeleição. A Polícia Federal já levantou suspeitas, com menções ao ministro em mensagens obtidas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Toffoli admitiu ter recebido repasses por meio da empresa Maridt, da qual foi sócio com familiares, após a venda de suas participações no grupo Tayaya Ribeirão Claro para um fundo controlado pela Reag, administradora de investimentos ligada ao Banco Master.
Pesquisas da Quaest, divulgadas em 12 de março, revelaram que 49% dos brasileiros expressam desconfiança em relação ao STF, em contraste com 43% que demonstram confiança. Este é o primeiro caso em que a desconfiança supera a confiança no tribunal.
De acordo com a O Antagonista, 59% dos entrevistados consideram o Supremo Tribunal Federal aliado do governo Lula.









