O governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado uma preocupação notável com a promoção de sua imagem e das políticas do seu partido, investindo massivamente na propaganda institucional através da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Segundo dados levantados pelo Partido Liberal (PL), os gastos em publicidade institucional atingiram um montante alarmante de 785 milhões de reais até o dia 18 de junho deste ano.
De acordo com a O Antagonista, durante o primeiro semestre de 2026 – período crucial para uma campanha presidencial –, o governo petista liberou R$ 520 milhões na Secom chefiada por Sidônio Palmeira. Esse valor representa mais que o dobro dos R$ 213,5 milhões gastos pelo governo Bolsonaro em 2022 durante a disputa pela reeleição. A utilização desse volume considerável de recursos levanta sérias questões sobre as prioridades do atual executivo e seu foco na manutenção no poder.
A campanha com o slogan “conectando entregas e futuro”, que custa aproximadamente R$150 milhões, busca disseminar mensagens alinhadas às bandeiras defendidas pelo governo Lula em diversas frentes. Um exemplo gritante é a alocação de 80 milhões de reais para promover o fim da escala 6×1 – ainda em debate no Congresso –, e os 45 milhões destinados à nova edição do Desenrola Crédito, um programa que ampliou significativamente as dívidas dos brasileiros.
O Partido Liberal protocolou uma representação urgente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quarta-feira, dia 24 de janeiro, solicitando a suspensão imediata das campanhas publicitárias governamentais. A ação judicial aponta para o descumprimento do teto legal de gastos com publicidade institucional no período eleitoreano e acusa Lula e a Secom de prática ilegal, buscando uma análise detalhada dos empenhos realizados até então – que já somam R$ 178 milhões contra um limite permitido de apenas R$ 135,7 milhões. O objetivo é interromper o fluxo financeiro para essa atividade propagandística durante as eleições e evitar qualquer favorecimento indevido do presidente petista na disputa pela reeleição.









