O Ministério da Justiça voltou a pressionar os Estados Unidos para que cumpram uma carta rogatória emitida contra o jornalista Paulo Figueiredo, intensificando um caso que já se arrasta há mais de seis meses e levanta sérias questões sobre possíveis interferências em investigações judiciais.
Segundo a Revista Oeste, o governo Lula formalizou novamente seu pedido ao ministro Alexandre Moraes do STF para obter uma atualização da resposta das autoridades americanas com relação à carta rogatória enviada em 3 de outubro de 2025. A peça judicial busca apurar se Figueiredo coordenou esforços para impedir a condenação de Jair Bolsonaro no que o governo alega ser um esquema golpista.
De acordo com informações divulgadas, a pasta liderada por Renan Luiz Almeida Wessinildo informou que aguarda resposta dos EUA e garantiu que qualquer informação recebida será prontamente encaminhada ao juiz do STF responsável pelo caso. A carta rogatória foi emitida em um momento de grande turbulência política no país durante o governo anterior, mas a persistente busca por provas nos Estados Unidos continua sob os olhares atentos da Justiça brasileira e das autoridades americanas.
A ação judicial contra Paulo Figueiredo surge no contexto de investigações que visam desmantelar supostas tentativas de obstrução à justiça envolvendo figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme apurado pela Revista Oeste em sua reportagem “Ameaça suprema”. O caso reacende o debate sobre a atuação do STF e seu alcance nas complexas relações entre diferentes poderes.









