Valter Campanato/Agência Brasil

Em meio a uma troca de farpas com a oposição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nesta terça-feira, 27, uma declaração nas redes sociais destacando o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, após ser rotulado como antissemita pelo senador Flávio Bolsonaro durante um encontro conservador em Israel. O parlamentar, pré-candidato à Presidência pelo PL do Rio de Janeiro, lembrou uma declaração de Lula em 2024, na qual o petista equiparou operações israelenses em Gaza às táticas de Hitler na Segunda Guerra Mundial, e afirmou que isso reflete convicções, discursos e condutas que configuram antissemitismo, sem exageros ou slogans vazios.

Na véspera, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também do PL paulista, já havia atacado Lula em uma conferência internacional contra o antissemitismo no Parlamento israelense, condenando a saída do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto sob o atual governo. Em sua resposta, Lula enfatizou a necessidade de recordar os atos de barbárie que a humanidade pode infligir a si mesma, alertando para o perigo do autoritarismo, dos discursos de ódio e dos preconceitos étnicos e religiosos que pavimentaram uma das maiores catástrofes do século passado.

O presidente ainda expressou solidariedade às famílias afetadas e aos sobreviventes, defendendo os direitos humanos, a convivência harmoniosa e as estruturas democráticas como pilares para um legado mais justo às gerações vindouras. A disputa por apoio junto à comunidade judaica ganha relevância no tabuleiro eleitoral, com candidatos como Lula e Flávio buscando alinhamento com esse grupo influente para as eleições de 2026.

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