A promessa de libertação de centenas de presos políticos na Venezuela se desfez em um fracasso gritante, conforme revelado pela ONG Foro Penal. A organização denuncia que, após anúncios grandiosos, apenas 39 indivíduos foram efetivamente liberados desde maio, um número irrisório em relação aos 500 prometidos pelo governo de Nicolás Maduro.
Segundo a Revista Oeste, o presidente do Foro Penal, Alfredo Romero, expôs a realidade com frieza: “Até o momento, verificamos apenas a libertação de 39 presos políticos desde 18 de maio, quando foi anunciada a suposta libertação de 300 e, posteriormente, de 500 pessoas. Pelo menos no que diz respeito aos presos políticos, isso [libertação de 500 pessoas] não aconteceu”, declarou Romero em suas redes sociais. A situação demonstra a desonestidade e a manipulação da informação por parte do regime chavista, que utiliza promessas vazias para mascarar a repressão política em curso no país.
O episódio expõe a fragilidade das concessões do governo, que inicialmente anunciou a libertação de 300 pessoas e, em seguida, elevou o número para 500. A operação de soltura de presos políticos, que deveria ser um gesto de boa-fé, se mostrou apenas uma tática de relações públicas para mitigar a pressão internacional, especialmente a dos Estados Unidos, que intensificaram suas ações após a captura do ex-presidente Maduro por militares norte-americanos em janeiro. A Lei de Anistia, promulgada em abril, também se mostrou uma farsa, conforme admitido mesmo pela própria Delcy Rodríguez.
Apesar da informação de que o governo venezuelano teria concedido anistia a mais de 8.500 pessoas, a maioria delas já estava em liberdade condicional. A realidade, de acordo com o Foro Penal, é que ainda permanecem 429 presos políticos em cárcere na Venezuela. A situação é alarmante e evidencia a persistência da ditadura de Maduro, que continua a usar a repressão e a manipulação da informação para se manter no poder.









