Gazeta do Povo / Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou o leilão de dez veículos de luxo apreendidos durante a Operação Sem Desconto. A investigação apura fraudes nos descontos associativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a Gazeta do Povo, Mendonça acatou o pedido da Polícia Federal para realizar o leilão. Os bens, incluindo carros e motos de alto valor, são provenientes da apreensão em decorrência da operação.

O objetivo principal é proteger os interesses da União, que supostamente foram lesados em bilhões de reais devido aos ilícitos investigados. Além disso, a medida visa garantir o direito do investigado de preservar o valor patrimonial dos bens, caso haja eventual absolvição.

A estimativa inicial de arrecadação para o governo é de pelo menos R$ 6,6 milhões. O item mais caro é uma Lamborghini Urus S, avaliada em R$ 2,4 milhões. A motocicleta Triumph Tiger, com valor de R$ 69,7 mil, representa o bem de menor valor entre a lista.

A maior parte dos veículos pertence a empresários e às empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti.

O ministro Mendonça exerce controle sobre a atuação da Polícia Federal e também sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Ele analisa habeas corpus que buscam garantir o direito ao silêncio ou à não comparecimento à comissão.

Como reportado pela Gazeta do Povo, uma decisão em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, permitiu que ele não precisasse comparecer a Brasília ou responder a questionamentos, devido ao seu status de investigado.

Apesar dessa liberdade, Mendonça ordenou a prisão de Vorcaro após a descoberta de uma milícia privada destinada a monitorar e silenciar opositores. Um dos indivíduos ligados a Vorcaro, Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, cometeu suicídio durante sua internação na prisão.

Contrariando essa postura, Mendonça não se manifestou sobre a quebra de sigilo telefônico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o “Lulinha”. A decisão foi tomada pelo ministro Flávio Dino, indicado pelo presidente Lula (PT), que anulou o relatório da CPMI que poderia ter exposto o filho do presidente.

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