Luis Nova/AP/Politico

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, vetou nesta quinta-feira, 29, o encontro entre o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, detido na ala conhecida como Papudinha. A recusa se baseou em preocupações com o andamento de inquéritos em curso, já que Costa Neto figura como investigado em episódios conectados ao caso de Bolsonaro, o que poderia comprometer as apurações.

Em sua argumentação, o magistrado destacou que permitir o contato entre um réu e um condenado em ações interligadas geraria ameaças evidentes ao processo investigativo. No entanto, Moraes aprovou adaptações na rotina do ex-presidente, como a permissão para caminhadas monitoradas em espaços designados pela Polícia Militar do Distrito Federal, incluindo o campo de futebol ou a pista asfaltada da unidade, sempre com vigilância constante e sem interação com outros presos.

As visitas também foram reorganizadas para quartas-feiras e sábados, com horários fixos e limite de dois visitantes simultâneos, atendendo a uma solicitação da PM local para otimizar o fluxo e reforçar a proteção no complexo. Além disso, o ministro expandiu o suporte espiritual, incorporando um padre ao cronograma semanal de uma hora, alternando com outros representantes religiosos, conforme as normas do local.

Ao fundamentar essas concessões, Moraes reforçou que o regime prisional respeita integralmente os direitos essenciais de Bolsonaro, com assistência médica adequada e condições que preservam a dignidade individual.

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