O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, foram identificados como passageiros em pelo menos oito voos realizados em aeronaves de empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Segundo a O Antagonista, a informação surge de um levantamento da Folha de S.Paulo, que cruzou dados da Anac, Decea e do Registro Aeronáutico Brasileiro. A análise revelou que o casal utilizou jatos executivos da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo com Vorcaro como sócio via fundo Patrimonial Blue, e também de um Falcon 2000, registrado em nome da FSW SPE, com o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado pela Polícia Federal, como meio de transporte.
Os primeiros voos foram registrados em 16 de maio, partindo de Brasília para Congonhas. Em seguida, houve deslocamentos para aeroportos executivos em São Paulo, incluindo Catarina, em diversas datas ao longo de maio e julho. O último registro de viagem data de 16 de outubro.
O gabinete de Moraes classificou as alegações como “ilares e fantasiosas”, afirmando que o ministro não utilizou aeronaves de Vorcaro.
A advogada Viviane Barci de Moraes firmou um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master para a elaboração e revisão de políticas de compliance. O valor, superior em 645 vezes ao pago a outros profissionais que realizaram serviços semelhantes, foi para uma equipe de 15 pessoas da sua empresa.
O contrato, válido de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, gerou repasses de aproximadamente R$ 75 milhões ao escritório Barci de Moraes Advogados, que também revisou políticas existentes e criou um novo código de ética para o banco.
Especialistas em mercado questionam se os valores pagos se encaixam nos padrões da indústria, sugerindo que trabalhos semelhantes poderiam ter sido realizados por um custo significativamente menor.









