O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), busca acelerar a aprovação de um projeto polêmico que visa extinguir a escala 6×1, demonstrando uma clara prioridade para o fim dessa modalidade de trabalho amplamente adotada em diversos setores. A iniciativa do governo federal, formalizada através da proposta legislativa PL 1838/2026, busca regulamentar a PEC já aprovada na Câmara e que gradualmente adapta essa escala à estrutura 5×2, um movimento considerado prejudicial por muitos especialistas e trabalhadores.
Conforme revelado pela Revista Oeste em sua reportagem sobre o tema – “A armadilha da redução de jornada”, publicada recentemente –, Motta convocou uma reunião com os líderes parlamentares para esta terça-feira (16), onde o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) apresentará os detalhes do parecer que regulamenta a medida. A priorização dessa votação, segundo fontes internas da Câmara, tem como objetivo “destravar” a pauta legislativa e permitir avanços em outras propostas consideradas estratégicas pelo governo no período antecedente ao recesso parlamentar previsto para julho.
O projeto de lei propõe alterações significativas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), estabelecendo uma jornada máxima de 40 horas semanais, com oito horas diárias e dois dias remunerados de descanso semestrais – um avanço que certamente gerará debates acalorados entre diversos grupos. A proposta também se estende a categorias específicas como comerciários, trabalhadores domésticos, caminhoneiros, atletas profissionais e tripulantes de voo, ampliando o alcance das mudanças trazidas pelo governo à legislação trabalhista.
A aprovação deste projeto depende agora da votação na Câmara dos Deputados, um passo crucial para que se possa retomar a tramitação de outras propostas antes do recesso parlamentar, conforme aponta a Revista Oeste. A pressão sobre o Senado Federal também deve aumentar, já que a PEC ainda aguarda distribuição e análise nas comissões das Camaras Altas, intensificando as articulações políticas em um contexto eleitoral cada vez mais próximo.









