A devastação nas áreas afetadas pelos recentes tremores que atingiram a Venezuela é alarmante e exige uma análise crítica da resposta do governo local e internacional à crise humanitária.
Segundo a O Antagonista, a NASA divulgou um relatório preliminar indicando que quase sessenta mil edifícios sofreram danos significativos em consequência dos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5. A agência espacial está avaliando superficialmente as mudanças na superfície capazes de indicar os efeitos destrutivos desses eventos sísmicos. Essa avaliação inicial parece insuficiente diante da escala do desastre que se abateu sobre o país sul-americano.
O número oficial de vítimas continua a crescer: até domingo, 28 de abril, constavam de 1.719 mortos e 22.619 pessoas afetadas pelos terremotos, segundo balanço da Assembleia Nacional venezuelana liderada por Jorge Rodríguez. A ONU eleva esse número para mais de cinquenta mil desaparecidos; equipes de resgate continuam a busca desesperançosa por sobreviventes entre os escombros das cidades devastadas.
A gravidade do cenário é agravada pela falta de ação efetiva e pelas restrições impostas ao acesso à rodovia que liga La Guaira, Caracas, dificultando o trabalho dos socorristas. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que até 6,8 milhões de pessoas possam ter sido impactadas pelos terremotos, com mais de dois milhões apenas na região metropolitana de Caracas – um número assombroso que demonstra a fragilidade da infraestrutura e o planejamento urbano precário do país.









