Apesar da aplicação de um bloqueio por parte dos Estados Unidos, a partir de segunda-feira (13), navios sujeitos a sanções americanas continuaram a atravessar o Estreito de Ormuz.
Conforme apurou a Gazeta do Povo, pelo menos dois petroleiros, alvo de sanções americanas, cruzaram a passagem estratégica no Oriente Médio na terça-feira (14).
O navio chinês Rich Starry, que partiu dos Emirados Árabes Unidos na segunda-feira, transitou por Ormuz, de acordo com dados da plataforma MarineTraffic, divulgados pela CNN.
A embarcação pertence à Full Star Shipping Ltd, que está vinculada à Shanghai Xuanrun Shipping e que enfrenta sanções dos EUA desde 2023 devido a conexões com o Irã.
Adicionalmente, o petroleiro Elpis, também sob sanções americanas por relações com o regime iraniano, navegou pelo estreito durante a noite, mas parou no Golfo de Omã, sem dar explicações sobre o motivo.
O Irã impôs um bloqueio quase total ao Estreito de Ormuz, por onde cerca de 20% do petróleo e GNL mundiais transitavam antes do conflito iniciado em 28 de fevereiro.
O cessar-fogo de duas semanas entre Irã e Estados Unidos, anunciado na semana passada, não impediu a ação iraniana, motivada por ataques de Israel ao Líbano, onde as forças israelenses enfrentam o Hezbollah, aliado do Irã.
Washington e Israel afirmam que o acordo de cessar-fogo não inclui o Líbano.
Após falhas em negociações no Paquistão, o ex-presidente Donald Trump anunciou a implementação de um bloqueio americano em Ormuz, que entrou em vigor na segunda-feira.
Trump detalhou que a Marinha dos EUA interceptaria embarcações que pagassem pedágio ao Irã e bloquearia a entrada e saída de navios de portos iranianos.
O Comando Central dos EUA declarou que as forças americanas “não impedirão a liberdade de navegação de embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz de e para portos não iranianos”.









