Revista Oeste / Reprodução

Neto de Fidel Castro defende abertura econômica com os EUA, afirmando que a maioria dos cubanos almeja o capitalismo.

Segundo a Revista Oeste, Sandro Castro, descendente do ex-líder cubano Fidel Castro, manifestou publicamente sua visão sobre o futuro de Cuba. O empresário do ramo de entretenimento, que também atua como influenciador digital, defendeu um acordo de entendimento entre Cuba e os Estados Unidos, argumentando que a preferência pela economia capitalista é compartilhada por uma parcela significativa da população.

Durante uma entrevista à CNN, Castro, de 33 anos, descreveu as dificuldades enfrentadas por muitos cidadãos da ilha, incluindo as restrições impostas pela crise econômica e os frequentes apagões. “É tão difícil”, relatou o empresário, “Você sofre milhares de problemas. Em um dia, pode faltar luz, faltar água. As mercadorias não chegam. É muito difícil, realmente muito difícil.”

O empresário revelou que, por meio de vídeos recentes divulgados em redes sociais, ele expôs o desejo de muitos cubanos por mudanças econômicas. Em uma das produções, um ator interpreta Donald Trump e simula um hotel do presidente americano em Havana. “Há muitas pessoas em Cuba que pensam de forma capitalista”, explicou Sandro. “Há muitas pessoas aqui que querem praticar o capitalismo com soberania. Acho que a maioria dos cubanos quer ser capitalista, não comunista.”

Castro negou que suas publicações tivessem como objetivo provocar ostentação ou menosprezar a realidade cubana. Ele enfatizou que os vídeos buscam retratar o contexto de sofrimento vivenciado pela população. “Estou fazendo vídeos sobre uma situação tensa e triste”, disse Castro, referindo-se às críticas ao regime. “Pelo menos estou tentando fazer as pessoas felizes. Tirar um sorriso delas. Eu jamais zombaria de uma situação que também me causa sofrimento.”

A política econômica dos Estados Unidos tem exercido um impacto considerável na ilha. Em janeiro, o então presidente Donald Trump implementou tarifas sobre países que exportavam petróleo para Cuba, justificando a medida com a alegação de que o governo cubano permitiria a instalação de “bases militares e de inteligência sofisticadas que ameaçam diretamente a segurança nacional” dos EUA.

Essa decisão, conforme apurou a Revista Oeste, resultou na interrupção do envio de insumos por países como o México, agravando a crise energética, que já era intensificada pelo veto norte-americano ao petróleo venezuelano, após a captura de Nicolás Maduro em janeiro.

Apesar do bloqueio, autoridades americanas autorizaram, em 30 de janeiro, a chegada de um navio russo ao Porto de Matanzas, transportando 730 mil barris de petróleo bruto, buscando amenizar temporariamente a escassez de combustível na ilha.

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