O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, solicitou um perdão ao presidente de Israel, Isaac Herzog, enquanto enfrenta um julgamento por acusações de corrupção e fraude. Isso ocorreu semanas após o presidente dos EUA, Donald Trump, enviar uma carta própria incentivando a clemência.
Na solicitação, Netanyahu destacou preocupações com a divisão pública. Sem admitir culpa explicitamente, ele escreveu que o perdão permitiria “reconciliar a fenda nacional” e “baixar as chamas” nas discussões em torno do seu julgamento.
O gabinete de Herzog divulgou um comunicado no domingo, confirmando o recebimento da solicitação formal de perdão de Netanyahu. O comunicado descreveu o pedido como “extraordinário” e reconheceu que ele carrega “implicações significativas”.
PUBLICIDADE
De acordo com o Fox News, o pedido está sendo encaminhado ao Departamento de Perdões no Ministério da Justiça de Israel, conforme as diretrizes e procedimentos. Esse departamento coletará opiniões de autoridades relevantes sobre o assunto.
Essas opiniões serão então enviadas ao consultor jurídico no Gabinete do Presidente de Israel, que formulará uma opinião adicional para Herzog.
PUBLICIDADE
Após receber todas as opiniões relevantes, o presidente considerará o pedido de forma responsável e sincera”, afirmou o gabinete de Herzog no comunicado.
Netanyahu está atualmente em julgamento por acusações de suborno, fraude e quebra de confiança em três casos separados de corrupção. O julgamento, que começou em 2020, marcou a primeira vez que um primeiro-ministro de Israel em exercício testemunhou como réu criminal.
No início deste mês, Trump incentivou Herzog a considerar um perdão completo para Netanyahu em uma carta. Trump escreveu que Netanyahu tem sido um líder “formidável e decisivo” para Israel em tempos de guerra e que liderou Israel “para um tempo de paz”.
Trump afirmou que, embora “absolutamente” respeite a independência do sistema judicial de Israel, ele acredita que o caso contra Netanyahu é uma “perseguição política e injustificada”.
Trump havia previamente incentivado Herzog a perdoar Netanyahu durante um discurso no Knesset de Israel, o parlamento do país, em outubro.
A colaboradora do Fox News, Yael Rotem-Kuriel, contribuiu para este relatório.









