A pesquisa BTG/Nexus expõe uma fragilidade preocupante na campanha presidencial do ex-senador Flávio Bolsonaro, revelando um núcleo de eleitores que o vê como mera ferramenta para derrotar Lula no segundo turno das eleições presidenciais. De acordo com a O Antagonista, 22% dos apoiadores diretos do petista e de seu filho manifestariam sua intenção de votar na “rejeição” – ou seja, em qualquer outro candidato –, indicando uma base eleitoral instável e dependente de um cenário específico para sustentar o apoio ao então-senador.
O levantamento aponta que 16% dos seguidores do petista votariam unicamente para frustrar a candidatura de Flávio Bolsonaro, enquanto os 31% restantes o escolheriam deliberadamente com esse objetivo. Essa parcela representativa correspondeu a um modesto 8% do eleitorado nacional, e a base de apoio ao filho do ex-presidente somava impressionantes 14%. A evidência indica que essa convergência de votos é fruto da crescente desagregação na imagem conservadora associada à família Bolsonaro.
A pesquisa também demonstra o grau elevado de incerteza em torno das intenções dos eleitores, contrastando com a convicção do próprio Lula: 80% de seus apoiadores declaram que escolheriam o petista como “o melhor candidato”, evidenciando uma fidelidade robusta ao longo da campanha. Em contraste, apenas 64% dos seguidores de Flávio Bolsonaro expressariam apoio incondicional ao senador – um número significativamente menor e sinalizando a vulnerabilidade do eleitorado conservador diante das constantes crises que assombram o seu perfil político.
A pesquisa revelou rejeição em níveis preocupantes para ambos os petistas, com 51% dos entrevistados manifestando abstenção absoluta de Lula e 49%, no caso de Flávio Bolsonaro; um quadro ainda agravado pela alta taxa de desaprovação do deputado Aécio Neves (PSDB-MG), que alcança impressionantes 60%. As intenções declaradas, com Lula em 42% e Flávio em 35%, demonstram uma proximidade notável no segundo turno – um cenário que exige atenção redobrada à fragilidade do projeto político conservador.









