A pressão internacional sobre a Venezuela continua escalando com um novo pedido da ONU para arrecadar US$300 milhões – o equivalente a R$1,6 bilhão – destinados à assistência humanitária às vítimas dos recentes terremotos que devastaram o país sul-americano. O apelo alarmante surge em meio ao caos e à crise exacerbada pela instabilidade política interna venezuelana.
Segundo a Revista Oeste, o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Tom Fletcher, justificou a necessidade urgente do montante de US$296 milhões como essencial para atender 1,3 milhão de pessoas afetadas pelos tremores com magnitudes que alcançaram os 7,5. O plano proposto pela organização visa fornecer suporte socioeconômico durante um período de seis meses, reconhecendo o cenário crítico enfrentado pela população venezuelana após a catástrofe natural e as falhas na resposta do governo local.
A iniciativa da ONU vem acompanhada por pedidos insistentes pelo desbloqueio de ativos financeiros venezolanos mantidos em outros países sob sanções internacionais impostas ao regime de Nicolás Maduro, como ressaltou o ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil Pinto. A demanda demonstra a complexidade e os obstáculos enfrentados para obter recursos que poderiam acelerar significativamente as operações de ajuda humanitária no país.
A situação na Venezuela permanece crítica com um número oficial de 3.600 mortos – segundo dados divulgados pelas autoridades venezuelanas – mais quase 17 mil feridos, além da incerteza em relação ao total de desaparecidos. Paralelamente à crise terremotista, o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, espera retomar suas operações “em breve”, após ter sido fechado devido aos danos causados pelos tremores – um pequeno alívio para a logística humanitária, mas insuficiente diante da magnitude do problema que se apresenta.









