Lula Marques/Agência Brasil

Na quarta-feira, 6 de agosto de 2025, parlamentares da oposição anunciaram que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comprometeu-se a incluir na pauta da próxima semana propostas para a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e o fim do foro privilegiado. O acordo, segundo a oposição, foi negociado com líderes partidários para que congressistas conservadores desocupassem a Mesa Diretora da Câmara, que foi tomada em protesto contra a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e a suposta “omissão” de Motta.

O movimento buscava, conforme os oposicionistas, “restaurar as prerrogativas constitucionais do Congresso” e reagir ao que consideram uma interferência excessiva do Judiciário. Após a desocupação, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), destacou em coletiva de imprensa: “O momento do país é gravíssimo. O Legislativo está subserviente ao Judiciário.” Como reportado pela Revista Oeste, Cavalcante criticou o foro privilegiado, originalmente criado para proteger parlamentares, mas que, segundo ele, tornou-se um “instrumento de chantagem” usado por ministros do STF.

As negociações envolveram líderes do PP, União Brasil, Novo, PSD e da minoria, com Motta conduzindo as tratativas. Além do fim do foro, a oposição defende a anistia para parlamentares investigados ou punidos por decisões do STF. No entanto, deputados da esquerda, como o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), negaram a existência de tal acordo. “Acham que Motta faria um acordo desses? É pura bravata”, declarou Farias a jornalistas no Salão Verde da Câmara, após a coletiva da oposição.

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