José Cruz/Agência Brasil

Na terça-feira, 5 de agosto de 2025, parlamentares de oposição iniciaram um movimento de obstrução no Congresso Nacional, ocupando as mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação também contesta medidas cautelares impostas ao senador Marcos do Val (Podemos-ES), igualmente assinadas por Moraes.

Os oposicionistas intensificaram a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), exigindo a análise de pedidos de impeachment contra Moraes, relator dos casos de Bolsonaro e Do Val. Como reportado pela Revista Oeste, Alcolumbre tem evitado sinalizar publicamente que colocará os pedidos em pauta, enquanto interlocutores afirmam que ele resiste às pressões. O senador também enfrenta críticas nos bastidores após o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugerir que ele poderia ser alvo de sanções do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos.

Em coletiva de imprensa na manhã de terça-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou Moraes de transformar um problema pessoal em uma crise institucional com medidas que ultrapassam os limites legais. Ele defendeu a anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, cobrando sua votação no Congresso, e criticou o STF por alterar jurisprudência para manter o julgamento de Bolsonaro na Corte, em vez de remetê-lo à primeira instância, como ocorreu com outros ex-presidentes. “A destituição de Moraes é essencial para restaurar o equilíbrio entre os Poderes e permitir que o Brasil olhe para o futuro, deixando de lado os retrovisores”, declarou.

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