O vice-presidente do Congresso Judaico Mundial, Ariel Muzicant, emitiu um alerta urgente, aconselhando judeus e cidadãos israelenses a evitar viagens à Espanha. A recomendação se baseia em uma percepção de um aumento alarmante do antissemitismo no país.
Segundo a Gazeta do Povo, Muzicant atribui essa situação ao clima criado pelo governo espanhol após os ataques do grupo terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023 e o subsequente conflito em Gaza. Ele alega que o governo, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, promoveu declarações e ações que evocam a atmosfera de intolerância que existia durante a Inquisição em 1492.
O comunicado do líder judaico cita exemplos específicos, incluindo a recente declaração do Ministro dos Transportes, Óscar Puente, que minimizou a ameaça representada por mísseis iranianos e focou no que ele considera um risco do Estado de Israel. Muzicant também criticou a intenção do primeiro-ministro Sánchez de legalizar a permanência de um grande número de refugiados ilegais, majoritariamente muçulmanos.
Conforme apurou a Gazeta do Povo, Muzicant expressou a preocupação de que os poucos judeus que residem na Espanha vivam sob constante medo de ataques terroristas.
O Congresso Judaico Mundial, com sede na Suíça, representa comunidades judaicas em mais de cem países. A organização tem como objetivos o combate ao antissemitismo, a educação sobre o Holocausto e o apoio a Israel.
Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), tem sido um dos políticos ocidentais mais críticos em relação a Israel, adotando uma postura que gerou controvérsia.
Anteriormente, Sánchez já havia manifestado críticas à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, classificando a operação militar israelense em Gaza como um “genocídio”. Além disso, ele reconheceu o Estado palestino e participou do processo judicial movido pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ).









