Fernando Frazão/Agência Brasil

Eduardo Paes acusa Cláudio Castro de permitir o descontrole do crime no Rio.

O ex-prefeito da capital carioca e pré-candidato a governador, Eduardo Paes (PSD), intensificou sua crítica ao atual governo estadual com uma declaração contundente sobre as responsabilidades de Cláudio Castro (PL) no aumento da violência e na expansão do crime organizado em todo o Rio de Janeiro. Segundo a O Antagonista, Paes apontou diretamente a omissão e políticas consideradas ineficazes por ele como fatores cruciais para o avanço das facções criminosas que assolam o estado.

A declaração veio acompanhada da exposição dos resultados recentes da Polícia Civil, após uma operação realizada no Morro Dona Marta, na Zona Sul do Rio de Janeiro, resultando em mais de 60 prisões relacionadas ao crime organizado. Paes enfatizou a sensação generalizada entre os moradores – “cansados de viver nesse cenário de guerra”– e expressou suspeitas sobre o envolvimento de aliados próximos à ex-gestão com grupos criminosos. A ação policial no Morro Santa Marta, que gerou um intenso tiroteio envolvendo passageiros de ônibus e a retenção de pessoas em pontos turísticos da região, exemplificava para Paes as consequências do caos instalado sob o governo Castro.

O petista não poupou críticas à base governamental, denunciando ligações diretas entre deputados com organizações criminosas. Como apurou a O Antagonista, ele ressaltou que a atuação policial representa apenas um paliativo diante de problemas estruturais e da influência política descontrolada do ex-governador. Paes defende uma retomada do controle estadual por meio de medidas autoritárias, sem espaço para negociações ou diálogo com criminosos.

A situação no Rio escalou rapidamente durante o período em que o desembargador Ricardo Couto exerceu interinamente a função de governador, após a renúncia de Cláudio Castro e uma série de mudanças na estrutura do governo estadual: Thiago Pampolha assumiu o vice para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas; Rodrigo Bacellar foi afastado da presidência da Assembleia Legislativa por ordem judicial do STF. Douglas Ruas, eleito presidente da Assembleia, também solicitou ao Supremo que nomeasse um governador com efeito imediato e sem demora – pedido indeferido até o momento.

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