A aliança militar do Ocidente, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), alcançou, pela primeira vez, a meta de investimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa por todos os seus 32 membros, conforme revelado no relatório de 2025 da organização.
Segundo a Gazeta do Povo, o documento detalha que a Polônia e a Lituânia lideraram os gastos militares com 4,3% e 4% do PIB, respectivamente. Portugal, Espanha, Albânia, Canadá e Bélgica foram identificados como os países com os menores investimentos em defesa em termos percentuais, atingindo a barreira mínima de 2%.
O relatório da Otan destaca um aumento expressivo nas despesas anuais de defesa dos países europeus e do Canadá entre 2014 e 2025. A organização registrou um crescimento real de 106% nessas despesas.
De acordo com a Gazeta do Povo, durante o período analisado, os aliados da Otan na Europa e no Canadá investiram um total de US$ 574 bilhões em defesa, representando um acréscimo de 20% em relação a 2024.
O presidente americano Donald Trump, durante seu primeiro mandato (2017-2021), exerceu forte pressão sobre os membros da Otan para que cumprissem a meta de 2% de 2014. O secretário-geral da aliança, Mark Rutte, afirmou em Bruxelas que a atual administração americana foi fundamental para o cumprimento da meta.
Conforme apurou a Gazeta do Povo, os Estados Unidos, em sua primeira gestão, reduziram seus gastos em defesa em relação a 2014, com despesas de 3,19% do PIB, abaixo dos 3,7% registrados em 2014.
Os EUA ocuparam a sétima posição entre os países da Otan em termos de despesas proporcionais em defesa, ficando atrás de Polônia, Lituânia, Letônia, Estônia, Dinamarca e Noruega.
Em junho de 2024, na cúpula da aliança militar em Haia, na Holanda, a Otan estabeleceu uma nova meta de investimento de 5% do PIB em defesa até 2035.
A Gazeta do Povo reportou que a Espanha foi o único país da Otan que se recusou a se comprometer com essa meta, gerando a sugestão de Donald Trump de que o país ibérico fosse expulso da aliança.









