Por Daniel Torok /Wikimedia Commons

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está aprofundando os estudos para uma possível intervenção militar em Cuba.

Segundo a Gazeta do Povo, essa medida está sendo planejada de forma discreta, conforme revelado por dois funcionários do governo americano. Esses indivíduos, que preferiram permanecer anônimos, indicaram que o presidente Donald Trump poderia ordenar essa intervenção.

O Pentágono apenas confirmou que está a elaborar diversas contingências e mantém-se pronto para seguir as instruções do chefe de estado.

A intensificação dos preparativos ocorre em um contexto de crescente tensão, após o anúncio, no final de janeiro, da aplicação de tarifas a países que importam petróleo de Cuba. A alegação era que o regime de Havana convidava “adversários perigosos” a estabelecer bases militares no seu território.

O México, assim como outros países exportadores de petróleo, suspendeu as vendas devido à taxa imposta. Adicionalmente, o bloqueio americano a envios venezuelanos, desde a prisão de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, contribuiu para a crise energética em Cuba, marcada por apagões diários.

Em março, Trump relaxou o embargo, permitindo a entrega de petróleo russo à ilha.

O presidente Trump tem reiterado que “Cuba será a próxima”, seguindo as ações militares nos Estados Unidos na Venezuela e no Irã. Conforme apurou a Gazeta do Povo, em declarações recentes na Casa Branca, Trump afirmou que “Cuba é uma nação em colapso” e que a intervenção poderá ocorrer após a conclusão da operação no Irã.

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