A disputa presidencial peruana se tornou ainda mais nebulosa com uma audaciosa acusação do partido de esquerda Juntos por el Perú contra a apuração dos votos no segundo turno das eleições. A legenda, que apoia o candidato Roberto Sánchez, busca desestruturar os resultados da corrida para a presidência e questiona seriamente a legitimidade da vitória aparentemente garantida pela candidata conservadora Keiko Fujimori.
O Juntos por el Perú apresentou uma série de pedidos de anulação envolvendo seções eleitorais nos Estados Unidos – um total de 647 –, além do risco de que milhares de urnas em Lima também estejam contaminadas, alegando graves irregularidades que beneficiaram a ex-deputada Fujimori. A legenda afirma que funcionários da chancelaria americana teriam exercido pressão indevida sobre eleitores peruanos residentes nos EUA para votarem na candidata conservadora e com o apoio de documentos em branco assinados por representantes dos votos, um cenário alarmante que merece uma investigação completa.
Segundo a Revista Oeste, os pedidos apresentaram ainda apontamentos para 1751 seções da Região Metropolitana de Lima, indicando padrões anormais no processo eleitoral nesse local. A sigla cita exemplos concretos: cinco mesas em Lambayeque com exatos 125 votos por Fujimori e outras cinco urnas em Barranco que registraram precisamente 161 votos para a mesma candidata – evidências de manipulação dos resultados, segundo o partido. Essas ocorrências sugerem um possível fenômeno de “clonagem de resultados” ou preenchimento padronizado das atas eleitorais por atores desconhecidos e com propósitos obscuros, uma situação que exige total transparência no processo contábil da votação.
Apesar do Juntos por el Perú apresentar suas denúncias, Keiko Fujimori ainda lidera a disputa pela Presidência do Peru na apuração oficial dos votos – cerca de 50% contra aproximadamente 49,99% para Roberto Sánchez em um resultado que se resume ao suficiente para determinar o vencedor. A Junta Eleitoral de Lima Centro 2 já inadmitiu uma das ações relativas à seção eleitoral nos EUA devido à falta do comprovante pago exigido pelo processo e a incerteza permanece no peru sobre a legitimidade dos resultados após as denúncias apresentadas pela esquerda com a intenção clara de questionar o resultado da disputa.









