Revista Oeste / Reprodução

A Justiça Eleitoral do Peru determinou o adiamento da divulgação oficial dos resultados das eleições presidenciais, que ocorreram no domingo, 12 de junho. A decisão foi motivada por graves problemas logísticos que impediram a participação de um grande número de eleitores.

A contagem da votação foi retomada nesta segunda-feira, 13 de junho, com a permissão para que eleitores em Lima, na capital, compareçam às seções eleitorais. A iniciativa também se estendeu a cidadãos de Orlando, na Flórida, e Paterson, em Nova Jersey.

Segundo a Revista Oeste, até a madrugada de segunda-feira, aproximadamente 63,3 mil eleitores de Lima votaram. Os resultados preliminares indicavam uma liderança de Keiko Fujimori, seguida por Rafael López Aliaga, com uma diferença mínima em relação ao terceiro colocado, Jorge Montesinos.

A complexidade do cenário eleitoral, com a fragmentação do eleitorado e a grande quantidade de candidatos – 35 concorrentes disputam a Presidência –, sugere a possibilidade de um segundo turno para o vencedor. Para alcançar a maioria absoluta na primeira rodada, um candidato precisa obter mais de 50% dos votos.

O Peru registrou um número recorde de candidatos à Presidência, incluindo um ex-ministro, um comediante e uma figura política de linhagem familiar. Mais de 27 milhões de cidadãos estavam habilitados a votar, com cerca de 1,2 milhão residentes no exterior, principalmente nos Estados Unidos e na Argentina. O voto é obrigatório para indivíduos entre 18 e 70 anos, sujeitos a uma multa em caso de não comparecimento.

Pesquisas de intenção de voto apontavam para Fujimori com cerca de 15% das preferências, seguido por Carlos Álvarez (8%) e Rafael López Aliaga (7%).

A eleição transcorre em um contexto de crescente criminalidade e escândalos de corrupção, fatores que geram desconfiança entre parte da população. Muitos candidatos têm apresentado propostas de segurança pública, incluindo a construção de presídios, restrições à liberdade de movimento dentro das prisões e a reintrodução da pena de morte para crimes graves.

A retomada do Congresso bicameral, após mais de três décadas de inatividade, e uma recente reforma legislativa que fortaleceu a câmara alta também são elementos relevantes para o futuro político do país. A Revista Oeste destaca que essa mudança pode ter um impacto significativo na governabilidade.

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