Revista Oeste / Reprodução

A Petrobras retomou a perfuração do poço Morpho, localizado em águas profundas da bacia da Foz do Amazonas, em 16 de março. A companhia espera finalizar o projeto no segundo trimestre deste ano, conforme declarado pela diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos.

Segundo a Revista Oeste, a paralisação das atividades ocorreu no início de janeiro, após um incidente de vazamento de fluido de perfuração que resultou em uma multa de R$ 2,5 milhões aplicada pelo Ibama à estatal. A previsão inicial de conclusão em março foi alterada devido ao atraso.

“O primeiro trimestre já acabou, então [a conclusão do poço] vai ser no segundo trimestre”, afirmou Sylvia Anjos durante um evento no Rio de Janeiro. O objetivo do poço Morpho é alcançar uma profundidade de quase 7 mil metros para confirmar a presença de petróleo ou gás natural na área, previamente mapeada pela empresa.

A Petrobras ressaltou que a retomada da operação ocorreu após o cumprimento das recomendações da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) e a prestação de esclarecimentos a todos os órgãos ambientais. A ANP também emitiu uma autuação pela falha na sonda de perfuração, sem relação com o incidente original.

O Ministério Público Federal (MPF) busca suspender o licenciamento ambiental do projeto e exige uma revisão das comunicações da Petrobras, além de solicitar uma análise integrada dos poços previstos para o bloco. O MPF aponta inconsistências entre as informações divulgadas à população e os documentos do processo, questionando a realização de pesquisas sísmicas sem a coleta adequada de dados ambientais em uma das áreas marinhas mais vulneráveis do Brasil.

A Revista Oeste aponta que o cronograma atualizado da Petrobras inclui a perfuração de outros três poços – Marolo, Manga e Maracujá – entre 2025 e 2029, o que pode intensificar o impacto ambiental, segundo avaliação do órgão.

A perfuração na Foz do Amazonas é vista com atenção pelo setor petroquímico, que considera a região estratégica para a reposição das reservas nacionais, considerando a diminuição dos recursos do pré-sal. Entretanto, organizações ambientais criticam a autorização da expansão de combustíveis fósseis, em um momento em que o governo busca posicionar o país como referência em transição energética.

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