A Polícia Federal acompanhou de perto o empresário Breno Chaves, suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), durante o saque de R$ 350 mil em Santana, Amapá. O evento ocorreu em 7 de novembro de 2024, como parte da Operação Route 156, que investiga desvios em contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
De acordo com informações de Revista Oeste, Breno Chaves, que controla as empresas LB Construções e Rio Pedreira, foi monitorado por agentes federais desde sua chegada à agência do Banco do Brasil, às 13h14, em um veículo branco. Ele permaneceu no local por cerca de 30 minutos, carregando uma mochila azul, antes de se dirigir para a LB Construções, onde ficou até 18h15.
A Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca na última sexta-feira, 22 de agosto de 2025, para avançar na apuração de fraudes em contratos relacionados à BR-156. Segundo uma decisão judicial, Breno Chaves é suspeito de liderar o núcleo privado do esquema e de exercer influência no DNIT/AP devido ao seu cargo de suplente de senador.
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Em nota, a defesa de Breno Chaves declarou que o processo tramita sob segredo de Justiça e que as manifestações da defesa ocorrem exclusivamente nos autos. A defesa também afirmou que o empresário reafirma sua inocência e tranquilidade, e que se pronunciará no momento oportuno, oferecendo todos os esclarecimentos necessários à imprensa e à sociedade.
A assessoria de Davi Alcolumbre (União-AP) informou, também em nota, que o senador não tem ligação com as empresas investigadas nem com a atuação empresarial de Breno Chaves, seu segundo suplente. Alcolumbre reiterou seu respeito às instituições e entendeu que todos os envolvidos devem prestar os devidos esclarecimentos à Justiça, respeitando o devido processo legal.
O DNIT comunicou que colabora com as investigações para esclarecer totalmente os fatos e repudiou práticas ilícitas. As instâncias de integridade da autarquia também estão apurando os fatos para adotar as medidas administrativas necessárias. O DNIT está em permanente contato com os órgãos de controle e reafirma que pauta sua atuação dentro da legalidade e lisura, respeitando todos os princípios éticos da administração pública.