A PGR intensifica a pressão contra Rui Costa no caso dos respiradores superfaturados, buscando o STF para garantir uma análise judicial completa da irregularidade.
O Ministério Público Federal (MP) defende que a compra fraudulenta de 300 ventiladores pulmonares por R$48,7 milhões, envolvendo o Consórcio Nordeste e liderado pelo ex-governador Rui Costa, revela um esquema complexo com indícios claros de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Como apurou a O Antagonista, a PGR argumenta que os atos ilícitos se intensificaram após a ascensão de Costa ao cargo de ministro da Casa Civil, sugerindo uma atuação deliberada para desviar recursos públicos com total impunidade.
O inquérito em andamento no STJ aponta para o envolvimento de integrantes do chamado “núcleo político” na contratação, onde Rui Costa presidia o Consórcio Nordeste. A investigação da Polícia Federal, realizada em 2024 e que identificou suspeitas de crimes licitatórios, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa, corrobora a acusação do MP. O caso se agrava ainda com as colaborações premiadas confirmando o direcionamento desse esquema por parte dos envolvidos na operação.
A defesa de Rui Costa insiste que foi vítima de fraude em um momento crítico da pandemia – como ele mesmo admitiu –, mas essa alegação não impede a necessidade de uma investigação completa e imparcial para identificar todos os responsáveis pelos prejuízos ao erário, conforme solicitada pela PGR à Suprema Corte. A insistência do MP no envio do caso ao STF demonstra sua convicção na existência de responsabilidades criminais que precisam ser devidamente apuradas dentro das instâncias judiciais cabíveis.









