A Polícia Federal aprofunda uma investigação que aponta para a existência de um grupo de hackers, apelidados de “Os Meninos”, liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a Gazeta do Povo, a célula operava com o objetivo de realizar invasões em sistemas protegidos do Judiciário e da própria Polícia Federal, em benefício de uma organização criminosa.
O núcleo, denominado “Os Meninos”, atuava como uma unidade de inteligência cibernética. A equipe era responsável por ataques a órgãos oficiais, incluindo o Ministério Público Federal, o Judiciário e a Interpol. O objetivo primordial era obter informações confidenciais para sustentar as atividades de outro grupo, conhecido como “A Turma”.
As investigações revelaram uma estrutura bem organizada, com remuneração fixa e bônus para seus integrantes. A Gazeta do Povo apurou que cerca de um milhão de reais eram destinados mensalmente ao financiamento das operações. Cada membro do grupo recebia aproximadamente 75 mil reais, pagos através de empresas para obscurecer a origem dos recursos.
A estrutura do grupo possuía uma clara divisão de tarefas. “Os Meninos” eram responsáveis pelas invasões cibernéticas, enquanto “A Turma” atuava no campo, realizando vigilância, monitoramento e até intimidação de autoridades. Como reportado pela Gazeta do Povo, essa dinâmica se assemelhava a uma milícia privada ligada a Vorcaro.
Durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Rodoviária Federal interceptou um veículo transportando dois indivíduos que seriam potenciais integrantes do grupo de hackers. No interior do automóvel, foram localizados computadores, malas e caixas, indicando um processo de mudança e reforçando a continuidade das atividades suspeitas.
O ministro André Mendonça justificou a manutenção da prisão dos envolvidos, alegando o risco à ordem pública. O relator no STF considerou a gravidade do esquema, destacando a existência de uma estrutura coordenada que utiliza hackers para invadir bancos de dados restritos. Além disso, há indícios de que o grupo utilizou a cooptação de influenciadores para atacar instituições públicas, como o Banco Central.









