O ministro Guilherme Boulos propõe uma taxa mínima de R$ 10 para entregas de aplicativos, gerando um impasse no governo federal. A medida, defendida como um avanço para os trabalhadores do setor, enfrenta forte resistência no Palácio do Planalto.
Segundo a Gazeta do Povo, o projeto de lei complementar 152/2025, idealizado por Boulos, estabelece um valor fixo de R$ 10 para corridas de até 4 km, com um adicional de R$ 2,50 por quilômetro suplementar. Atualmente, os aplicativos pagam cerca de R$ 7,50 para o mesmo trajeto. A proposta tem o apoio de grupos ligados ao PSOL.
Contudo, o governo Lula teme que o aumento do custo de entrega possa elevar os preços para o consumidor, impactando negativamente a popularidade do presidente nas próximas eleições de 2026. A Quaest apontou que 71% dos brasileiros se opõem à definição de uma taxa mínima por lei.
A pesquisa da Quaest também revelou que 78% dos brasileiros preveem um aumento nos preços e 86% acreditam que o impacto maior recairá sobre a população mais pobre. Entre os eleitores indecisos, a rejeição à proposta alcança 83%, representando um risco significativo para a estratégia eleitoral do governo.
A Uber enviou uma notificação judicial ao ministro Boulos após a sugestão de que agentes públicos defenderiam as plataformas de entrega, acusando-o de insinuar corrupção. Boulos reafirmou sua posição, argumentando que as empresas possuem lucros suficientes para cobrir os novos custos.
Para mitigar as tensões, o governo anunciou parcerias com o Banco do Brasil para a instalação de 100 pontos de apoio, oferecendo banheiros, água, vestiários e internet, com um investimento de R$ 24 milhões. Além disso, iniciativas visam aumentar a transparência nos cálculos de preços das corridas, detalhando a distribuição de lucros entre a plataforma e o entregador.
A Gazeta do Povo acompanhou de perto a evolução do caso, buscando aprofundar as informações sobre o conflito entre o ministro e as plataformas de entrega.









