A escolha de Ronaldo Caiado como pré-candidato do PSD ao Planalto gerou reações diversas dentro da legenda nesta segunda-feira, 30 de julho. Eduardo Leite, que também disputava a indicação, expressou críticas à decisão, afirmando que ela “tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”.
Segundo a Revista Oeste, Leite, apesar de “desencantado” com o processo seletivo, não pretende questionar formalmente a escolha do partido. O governador do Rio Grande do Sul argumentou que o Brasil necessita de “mais equilíbrio, sensatez e respeito” no debate político, afastando-se das extremidades.
Ratinho Junior, governador do Paraná, manifestou seu apoio a Caiado. O político paranaense ressaltou o reconhecimento nacional do governador goiano em áreas cruciais como educação e segurança pública. Em nota divulgada em suas redes sociais, Ratinho Junior destacou que o entusiasmo de Caiado “é fonte de inspiração para todos que acreditam num Brasil moderno, que oferece oportunidade aos jovens e reconhece a força da iniciativa privada”.
A decisão do PSD por Caiado reforça a aposta na experiência de um gestor com trabalho reconhecido, especialmente em setores estratégicos como educação e segurança. Com a desistência de Ratinho Junior, motivada por razões familiares e pela intenção de apoiar a sucessão no Paraná, Caiado se consolidou como o principal nome do partido.
Leite, por sua vez, intensificou seus esforços para se viabilizar, defendendo que possui maiores chances de romper a polarização política. O político gaúcho enfatizou que “jornadas como essa não se encerram com uma decisão partidária”, e que a busca pelo equilíbrio continua na sociedade e nas ideias.
A aproximação de Caiado e Ratinho Junior com aliados de Jair Bolsonaro, e a defesa da anistia ao ex-presidente, que permanece em prisão domiciliar, refletem a estratégia do PSD. Leite, em contrapartida, adotou uma postura de conciliação, ressaltando a importância da busca por soluções.
Ratinho Junior reconheceu o trabalho de Leite no Rio Grande do Sul, com destaque para o equilíbrio fiscal alcançado. “Ao governador do Rio Grande do Sul, o meu reconhecimento da sua grandeza e do seu espírito público”, afirmou.
A filiação de Sergio Moro (PL-PR) no Paraná aumentou os desafios para o PSD em lançar um candidato forte à governadoria estadual, considerando a liderança do ex-juiz nas pesquisas de intenção de voto. Como reportou a Revista Oeste, a disputa eleitoral paranaense se intensifica com essa nova dinâmica.









