O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, tem despertado interesse de figuras proeminentes do PSDB para retornar à sigla e buscar a Presidência da República. A situação se intensificou diante da escolha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como candidato do PSD.
Segundo a Revista Oeste, interlocutores da cúpula tucana aumentaram o contato com Leite, buscando atraí-lo para o partido. Essa movimentação se deve à decisão de Gilberto Kassab, na última segunda-feira, 30, de indicar Caiado como candidato do PSD.
Em um vídeo publicado após o anúncio de Kassab, Leite expressou seu descontentamento com a escolha, argumentando que ela exacerba a polarização política. O governador também declarou que pretende, inicialmente, concluir seu mandato no governo gaúcho até dezembro.
Conforme apurou a Revista Oeste, líderes do PSDB acreditam que Leite estava se preparando para uma disputa presidencial e consideram a possibilidade de aceitar um convite para retornar à sigla, onde iniciou sua carreira política. O governador abandonou o PSD no ano passado, com a expectativa de ser escolhido por Kassab como candidato do PSD.
Um membro do partido tucano, em conversa com Leite, relatou que o governador não descartou a mudança de legenda, mas ainda se mostrou abalado pela decisão do PSDB. O prazo para uma eventual troca de partido e a consequente desincompatibilização do cargo encerra-se no próximo sábado, 4.
Não há oposição interna à volta de Leite ao PSDB, embora uma candidatura presidencial dependa de uma complexa articulação dentro do partido, sem garantias de indicação prévia. O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, preferiu não se pronunciar diretamente sobre as negociações, mas criticou as ações de Gilberto Kassab.
“O PSDB sempre foi o lar de Eduardo Leite, ele não necessita de um convite para retornar”, afirmou Aécio Neves. “O Brasil perde quando um partido fecha as portas para um profissional de sua qualificação.”









