Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A disputa interna no Psol ganha contornos preocupantes com acusações de favorecimento e desigualdade na distribuição do fundo eleitoral para as eleições de 2026. A deputada Erika Hilton (PsoL-SP) acusou a direção nacional da sigla de desrespeitar acordos internos, priorizando outros candidatos em detrimento de sua própria campanha, gerando um cenário de instabilidade e questionamentos sobre a transparência do partido.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, Erika Hilton estaria prevista para receber até R$ 2,3 milhões do fundo eleitoral na disputa pela reeleição à Câmara dos Deputados – o maior valor destinado a um candidato proporcional da legenda. A parlamentar expressou seu choque e decepção com essa situação, alegando que outros nomes, como Juliano Medeiros ou Manuela D’Ávila, receberiam valores superiores, levantando suspeitas de privilégios dentro do partido.

Como apurou a Revista Oeste, Erika Hilton também associou o caso à questão da diversidade interna no Psol, criticando a concessão de prioridades para candidatos “cis e brancos”. A deputada trans, que se apresenta como defensora dos direitos das minorias, intensifica as tensões internas na legenda. Essa postura reacende debates sobre critérios de seleção e representatividade dentro do partido.

A controvérsia expõe divergências significativas entre a direção nacional do Psol e sua integrante da corrente Revolução Solidária, Guilherme Boulos. A decisão final quanto aos repasses eleitorais ainda aguarda análise pela executiva nacional do Partido Socialista Brasileiro (PsoL), que integra a base de apoio ao governo Lula. O clima na legenda demonstra instabilidade em torno das estratégias para as próximas eleições e coloca em xeque o controle interno sobre os recursos financeiros disponíveis.

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