O Partido Trabalhista (PT) perdeu um importante aliado na Bahia, o senador Ângelo Coronel (Republicanos), que agora apoiará a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Segundo a O Antagonista, a situação se agravou com a tentativa de Coronel, que antes disputava a eleição do Senado, de se recolocar na disputa, e com a decisão do senador de votar em Flávio.
A chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) já está definida, com o ex-ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner (PT-BA) como candidatos ao Senado. A estratégia não contemplou a inclusão de Coronel.
Em entrevista à rádio Antena 1, Coronel declarou que a influência de lideranças locais é mais relevante nas eleições para governador e senador. Ele enfatizou que buscará romper com o que chama de “cordão umbilical” entre as candidaturas estaduais e presidenciais.
O senador, que em 2018 apoiou a eleição de Rui Costa e Fernando Haddad, argumentou que a decisão de votar em Flávio Bolsonaro é uma questão de independência e de respeito à amizade pessoal.
“Ninguém consegue mudar a cabeça de ninguém na hora do voto para presidente. Nós temos aí o [Ronaldo] Caiado, que está aí se lançando, temos o Flávio Bolsonaro, temos o Lula. Eu, particularmente, por ser amigo pessoal, por ser meu colega de Senado, eu não vou deixar de votar no amigo Flávio para votar em outro [com] que eu não tenho nenhuma relação”, afirmou Coronel.









