A corrupção instalada no governo fluminense se revela novamente sob uma nova e alarmante luz: a auditoria da Controladoria-Geral do Estado aponta para um desvio colossal de recursos públicos com o surgimento de quase 80% de funcionários fantasmas nas secretarias estaduais.
Segundo a Revista Oeste, essa revelação choca porque demonstra sistematicamente uma gestão negligente e corrupta na administração estadual. O levantamento inicial realizado pela Controladoria-Geral do Estado e pelo Gabinete de Segurança Institucional examinou 20 órgãos da administração estatal. A Secretaria de Trabalho e Renda liderou a lista com impressionantes 78% dos seus funcionários comissionados sem qualquer evidência de trabalho ou atividade comprovada.
A investigação detalhada, que cruzava registros de acesso aos sistemas eletrônicos do Estado juntamente com a presença física desses indivíduos nos prédios públicos, classificou esses servidores como “fantasmas”. Apenas na Secretaria de Saúde, 46% dos funcionários comissionados também foram afastados por esta razão. Como apurou a Revista Oeste, essa situação representa um prejuízo financeiro alarmante para o estado do Rio: uma economia estimada em R$16,7 milhões mensais e cerca de R$230 milhões até dezembro.
O atual governador Ricardo Couto (PT), que assumiu interinamente após a renúncia de Cláudio Castro (PL) no final de março, tem adotado medidas drásticas para conter essa voragem financeira. Mais de 4 mil servidores comissionados foram exonerados desde o dia 24 de março e as auditorias serão ampliadas nos próximos dias, abrangendo outros órgãos do governo estadual em uma tentativa desesperada de controlar os gastos públicos descontroladamente inflacionados pelo esquema fraudulento.









