Renan Santos, pré-candidato à Presidência da República, negou veementemente qualquer possibilidade de aliança com Aécio Neves, presidente do PSDB e deputado federal. Segundo a O Antagonista, o dirigente do MBL classificou tal união como “inconsistente”, afirmando que não tem intenção de dialogar sobre os planos da sigla tucana.
Em declarações durante uma sabatina na Genial Investimentos – onde provocativamente criticou o endosso do bolsonarismo por parte das elites financeiras, apontando para a suposta “farsa” no compromisso fiscal de Jair Bolsonaro com a responsabilidade econômica –, Renan Santos também trouxe à tona as ligações controversas envolvendo Flávio Bolsonaro e figuras como Daniel Vorcaro e Rodrigo Bacellar. O candidato fez questão de enfatizar que “votar em Flávio é uma retomada do Comando Vermelho”, argumentando que o setor financeiro deveria considerar essa informação com seriedade, rejeitando qualquer tentativa de relativização da grave situação.
Para fortalecer seu discurso antipetista – ressaltado pelo papel histórico do MBL no processo de impeachment de Dilma Rousseff –, Renan Santos apresentou uma estratégia eleitoral ousada e inusitada: “um cabelo de Milei e a barba de Bukele”. A mensagem, segundo o próprio candidato, visa comunicar que ajuste fiscal rigoroso e combate ao crime organizado serão os pilares da sua campanha. O tucano prometeu medidas drásticas para resolver as contas públicas, incluindo cortes massivos nas emendas parlamentares, desindexação dos gastos com base no salário mínimo e privatizações (exceto a Petrobras), defendendo um ministro da economia fiscalista de grande capacidade política – citando nomes como Kim Kataguiri, João Landau ou Henrique Meirelles.
Renan Santos também esboçou sua estratégia contra o crime organizado, propondo a adoção do “direito penal do inimigo”, flexibilizando os direitos fundamentais daqueles ligados ao submundo e à criminalidade transnacional. A plateia aplaudiu suas propostas confrontacionais, refletindo um apoio inicial significativo ao candidato. Contudo, Renan reconhece que precisa consolidar sua base eleitoral para converter o entusiasmo em votos concretos; a O Antagonista apurou uma pesquisa Genial/Quaest indicando seu avanço sobre outros nomes da direita no cenário político nacional – embora ainda distante de Lula na preferência do público.









