O andamento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o INSS se tornou cada vez mais delicado, com o risco iminente de a comissão não apresentar um relatório final. A preocupação foi expressa pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), que criticou o impasse entre os membros do colegiado.
Segundo a O Antagonista, Correia manifestou sua frustração ao afirmar que “se acabar sem relatório será uma pizza enorme, um período todo praticamente jogado fora”. O parlamentar demonstrou insatisfação com a situação atual.
A declaração foi feita em meio à ausência do parecer do relator, Alfredo Gaspar (União-AL). Até o momento, o conteúdo do documento não foi acessado pelos integrantes da comissão, intensificando a incerteza sobre o futuro dos trabalhos. Correia também cobrou maior responsabilidade da presidência da CPMI.
O deputado assegurou que a posição do seu grupo político dependerá integralmente do conteúdo do relatório de Gaspar. Ele explicou que, caso o documento apresente uma análise técnica, a comissão poderá buscar um consenso. Contudo, se o relatório for marcado por influências políticas ou ideológicas, a rejeição será inevitável, com a apresentação de um relatório alternativo.
De acordo com a O Antagonista, um relatório paralelo já está em desenvolvimento e expande significativamente a lista de responsabilizações. O documento aponta mais de 170 indiciamentos, responsabilizando mais de 50 indivíduos, que também serão objeto de investigação aprofundada pela Polícia Federal.
Correia detalhou que o relatório paralelo identifica uma estrutura organizada de atuação no esquema. Ele identificou dez núcleos que atuaram no esquema de desvio de recursos, incluindo agentes políticos e servidores públicos envolvidos na corrupção. O parlamentar defendeu a aplicação de medidas punitivas, como o confisco de bens dos responsáveis pelo crime.









