Gazeta do Povo / Reprodução

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, anunciou sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD). O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em 30 de março. A decisão formaliza a trajetória do político, que busca o cargo em disputa para as eleições de 2026, que já terão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) como concorrentes.

A disputa pela pré-candidatura no PSD se abriu após a desistência de Ratinho Junior, também do PSD, que buscava a mesma vaga. O senador paranaense priorizou a campanha estadual em sua busca por um sucessor, visando o confronto com Sergio Moro, filiado ao PL, e sua disputa pelo governo do Paraná.

Segundo a Gazeta do Povo, o PSD encerrou a definição de seu pré-candidato, marcando um passo importante para a disputa presidencial. Kassab reconheceu a gratidão e o reconhecimento da participação de Eduardo Leite e Ratinho Junior nesse processo.

Caiado expressou sua intenção de apresentar uma alternativa à polarização política, representada por Lula e pela família Bolsonaro. O governador de Goiás declarou que o Brasil necessita de um projeto político que possa desativar essa “polarização”, que, segundo ele, é sustentada por interesses específicos.

Conforme apurou a Gazeta do Povo, uma das principais propostas de Caiado é a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O governador também defende o fim da polarização, marcando uma clara distinção em relação aos adversários.

Ao lado de Ratinho Junior e Eduardo Leite, Caiado afirmou que não havia ambições pessoais na disputa interna, e que o candidato escolhido representaria um “projeto de esperança e de resgate” para o eleitorado. No entanto, a reportagem da Gazeta do Povo revelou que ele não abriria mão da candidatura presidencial, mesmo com a influência de Ratinho Junior.

Ronaldo Caiado possui uma trajetória política extensa, incluindo uma candidatura à Presidência em 1989, onde obteve 0,72% dos votos. Além disso, ele acumula dois mandatos de governador, um de deputado federal e um de senador.

Dentro do PSD, Caiado se posiciona como o mais à direita entre os três presidenciáveis, seguido por Ratinho Junior, que se encontra mais ao centro, e Eduardo Leite, que se inclina para a centro-esquerda. O governador goiano se destaca pelas críticas a Lula e seu apoio ao agronegócio, além de alinhamento com políticas de Donald Trump.

Pesquisas recentes, como a da Quaest de março, indicam que Caiado enfrenta dificuldades em atrair a atenção do eleitorado, com apenas 4% de intenção de voto no primeiro turno. No segundo turno contra Lula, ele ainda perderia por uma margem considerável. Dados do Datafolha e Paraná Pesquisas confirmam a baixa avaliação do candidato.

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