O governo dos EUA, sob a administração Trump, decidiu barrar a entrada do presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, e de outros funcionários da AP no país. A decisão ocorre antes da Assembleia Geral da ONU em setembro de 2025, onde vários países planejam reconhecer um estado palestino.
De acordo com o Daily Wire, o Departamento de Estado dos EUA suspenderá os vistos de todos os membros da delegação palestina por pelo menos 180 dias e revogará os vistos emitidos antes de 31 de julho de 2025, devido a violações da lei americana e interesses de segurança nacional.
A medida ocorre em um momento em que Austrália, Canadá, França e Malta se preparam para reconhecer a soberania palestina durante a Assembleia Geral da ONU. Segundo relatos da mídia árabe, Abbas pretendia emitir uma declaração constitucional delineando as fronteiras e os fundamentos do estado palestino.
O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, aprovou a decisão após determinar que a AP e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) estavam em violação das leis dos EUA. Os documentos obtidos indicam que a violação ocorreu por “declarar unilateralmente a soberania palestina, glorificar a violência, promover o antissemitismo e fornecer apoio material a terroristas” através do programa “pagar para matar” da AP.
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In compliance with the laws and national security interests of the United States, Secretary of State Marco Rubio is denying and revoking visas from members of the Palestine Liberation Organization (PLO) and the Palestinian Authority (PA) ahead of the upcoming UN General Assembly,” afirmou o principal vice-porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott. “Antes que possam ser levados a sério como parceiros para a paz, a AP e a OLP devem repudiar o terrorismo, campanhas de lawfare no TPI e CIJ, e a busca por reconhecimento unilateral de soberania. A Missão da AP na ONU receberá isenções conforme o acordo da sede da ONU. Os Estados Unidos permanecem abertos a reengajamento caso a AP/OLP demonstre concretamente tomar medidas concretas para retornar ao engajamento construtivo.
O governo Trump não recompensa o terrorismo,” acrescentou Pigott.
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O documento acusa especificamente a AP de estar “fora de conformidade” com a Lei de Cumprimento dos Compromissos da Organização para a Libertação da Palestina (PLOCCA) e a Lei de Compromissos de Paz no Oriente Médio (MEPCA).
O programa “pagar para matar” da AP gerou indignação em 2016, após um terrorista palestino matar Taylor Force, um veterano do Exército dos EUA, durante um ataque a faca em Tel Aviv. Embora o terrorista tenha sido morto durante o ataque, sua família ainda recebeu pagamentos mensais do Fundo dos Mártires da AP. Apesar de a AP ter afirmado no início de 2025 que estava encerrando o programa, ele foi apenas ligeiramente reestruturado.
A decisão de Landau garante que Abbas e sua delegação não possam usar a plataforma para pressionar pela soberania na Assembleia Geral da ONU, onde também está agendada a Conferência de Alto Nível Franco-Saudita sobre a Solução de Dois Estados.