(Michael M. Santiago/Getty Images) / Fox News / Reprodução

Em 2025-08-28, a Rússia criticou fortemente a decisão do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 com o Irã. Segundo o embaixador russo na ONU, Dmitry Polyanskiy, a saída dos EUA do acordo, conhecida como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), foi o ponto de partida para a deterioração da situação. Ele afirmou que a culpa pela não conformidade do Irã com o tratado internacional recai sobre Washington.

A declaração de Polyanskiy veio logo após o Reino Unido, a França e a Alemanha (E3) notificarem o Conselho de Segurança da ONU sobre a ativação do mecanismo de “snapback” para reimpor sanções severas da ONU ao Irã em 30 dias, devido à não conformidade do país com o JCPOA.

Conforme relatado por Fox News, Polyanskiy destacou que a verdadeira fonte do problema remonta a 2018, quando Trump decidiu retirar os EUA do JCPOA, alegando violações por parte do Irã. No entanto, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e os demais signatários do acordo afirmaram que não havia evidências de que o Irã havia começado a expandir seu programa nuclear até 2019, posição que mantêm até hoje.

O diplomata russo também mencionou que as medidas tomadas pelo Irã em relação ao enriquecimento de urânio foram uma resposta direta à retirada dos EUA do JCPOA. Ele sugeriu que essas medidas poderiam ser facilmente revistas.

PUBLICIDADE

Na mesma data, Rússia e China apresentaram um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU, propondo uma extensão de seis meses do acordo nuclear de 2015 com o Irã, adiando assim a possibilidade de imposição de sanções a Teerã. No entanto, considerando a recusa anterior do Irã em aceitar uma extensão semelhante proposta pelos negociadores da E3 em julho, é improvável que os EUA, a França ou o Reino Unido, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, concordem com essa ação.

Em 22 de junho de 2025, os EUA realizaram uma operação chamada “Midnight Hammer” contra o local nuclear de Fordow, no Irã, causando danos significativos. O Irã, por sua vez, buscou apoio da China e da Rússia para adiar as sanções da ONU antes de retomar as negociações nucleares com os europeus.

Os EUA têm pressionado os demais signatários do acordo a reforçar as sanções de “snapback” ao Irã devido às violações, após perderem a capacidade de fazê-lo ao se retirarem do acordo em 2018. Apesar de evidências claras de que o Irã violou o JCPOA nos últimos anos, incluindo o acúmulo de até 45 vezes a quantidade permitida de urânio enriquecido, operação de centrífugas avançadas e negação de acesso da AIEA a seus locais nucleares, o oficial russo afirmou que a ação da E3 não deve ter efeito legal ou processual.

Icone Tag

PUBLICIDADE

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta