No início de agosto de 2025, Ruanda recebeu sete migrantes deportados dos Estados Unidos, conforme anunciado pelo porta-voz do governo ruandês, Yolande Makolo, em um comunicado na última quinta-feira. Este movimento ocorreu semanas após os dois países chegarem a um acordo para a transferência de até 250 pessoas.
De acordo com o Daily Wire, o acordo entre Ruanda e os Estados Unidos foi firmado no início de agosto, com Washington enviando uma lista inicial de 10 pessoas para serem avaliadas. A primeira leva de sete migrantes chegou a Ruanda em meados de agosto.
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Três dos indivíduos expressaram o desejo de retornar aos seus países de origem, enquanto quatro desejam permanecer e construir suas vidas em Ruanda. O governo ruandês assegurou que todos esses indivíduos receberão o suporte e a proteção adequados, independentemente de suas necessidades específicas.
O Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Estado dos EUA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários sobre a situação.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, adotou uma postura firme em relação à imigração durante seu mandato, com o objetivo de deportar milhões de imigrantes ilegais nos Estados Unidos e aumentar as remoções para países terceiros.
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Ruanda, nos últimos anos, posicionou-se como um destino para migrantes que nações ocidentais desejam remover, apesar das preocupações de grupos de direitos humanos sobre a falta de respeito aos direitos básicos em Kigali.
A administração Trump argumenta que as deportações para países terceiros ajudam a remover rapidamente alguns migrantes, incluindo aqueles com condenações criminais. Os apoiadores das políticas de imigração da administração Trump veem as remoções para países terceiros como uma maneira de lidar com infratores que não podem ser facilmente deportados e que podem representar uma ameaça ao público.
Os críticos, por outro lado, argumentam que essas deportações são perigosas e cruéis, pois as pessoas podem ser enviadas para países onde enfrentarão violência, não têm laços e não falam a língua.
Yolande Makolo afirmou anteriormente que, sob o acordo com Washington, os migrantes deportados para Ruanda receberão treinamento profissional, cuidados de saúde e acomodação. Na última quinta-feira, ela também informou que aqueles deportados para Ruanda foram acompanhados por uma organização internacional e estão recebendo visitas da Organização Internacional para Migrações e dos serviços sociais ruandeses.