O caso do “Careca do INSS”, Antônio Camilo Antunes, reacende preocupações sobre a influência indevida no sistema prisional e questiona o papel excessivo do STF na condução de investigações complexas. A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) prontamente negou ter sofrido qualquer pressão para induzir o criminoso a uma delação premiada, um movimento que chegou diretamente ao gabinete do ministro André Mendonça.
Segundo apurou a Revista Oeste, a defesa de Antunes protocolou um ofício sigiloso com alegações graves sobre sua situação na Penitenciária da Capital Federal. O secretário Wenderson Teles informou formalmente o Ministro Mendonça que material não autorizado foi encontrado na cela do investigado e propôs uma apuração interna através de procedimento disciplinar, sem revelar a natureza desse item apreendido – um ato suspeito considerando as implicações do caso.
A defesa argumenta, com base em documentos apresentados ao STF, que Antunes foi retirado da sua prisão domiciliar na semana anterior sob pressão e interrogatório por agentes penitenciários durante aproximadamente uma hora, sem assistência jurídica. Os advogados enfatizam a insistência dos oficiais no tema de um acordo premiado, levantando sérias dúvidas sobre os direitos fundamentais do acusado nesse momento crucial.
Antunes está preso desde dezembro de 2025, alvo da Polícia Federal em meio à investigação por fraudes bilionárias contra o INSS. Paralelamente, Maurício Camisotti – também detido na mesma operação – busca uma nova negociação com Ministério Público e STF após a primeira tentativa ter sido frustrada. A Revista Oeste destaca que não há evidências de um acordo formal sendo negociado no momento envolvendo “o Careca do INSS”.









