Gazeta do Povo / Reprodução

A estiagem severa tem causado um impacto econômico significativo no Paraná, com perdas estimadas em R$ 438 milhões, conforme dados da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil.

Segundo a Gazeta do Povo, 11 municípios paranaenses declararam estado de emergência devido à falta de chuvas, com a maioria dos decretos sendo emitidos em março. Os municípios de Iretama, Laranjal, Santa Helena, Espigão do Alto Iguaçu, Roncador, Capanema, Nova Prata do Iguaçu e Santa Mariana foram afetados neste mês, enquanto Borrazópolis, Antonina e Terra Rica já haviam declarado emergência em fevereiro e outubro, respectivamente.

O estado de emergência é um pedido de auxílio externo para que os municípios possam lidar com os danos causados por desastres naturais e restabelecer serviços essenciais. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional ressalta que, para os municípios em situação de emergência, é necessário apoio estadual ou federal para a recuperação.

A situação do município de Capanema foi formalmente reconhecida pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil nesta segunda-feira (30), com a publicação no Diário Oficial da União, o que garante o acesso a recursos federais.

A situação climática no Paraná tem se deteriorado ao longo de 2026, com dados da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) indicando abaixo da média de chuvas no estado.

De acordo com o Simepar, seis estações meteorológicas registraram acumulados abaixo de 60 mm em fevereiro, e os dados de março ainda não foram totalmente consolidados. A situação se agravou em março, com apenas seis das 52 estações meteorológicas atingindo a média de chuva para o mês.

“A anomalia negativa de precipitação intensificou a seca fraca que já estava presente no Sudoeste e Centro do Estado, expandindo-se para o leste da região Oeste, grande parte do Sudoeste e ao sul da região Noroeste, afetando cidades como Cianorte, Campo Mourão e parte de Cascavel”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

A plataforma Simeagro, de inteligência climática do Simepar, aponta que a falta de chuva também está atrasando a germinação do milho safrinha nas regiões Norte e Oeste.

Bernardo Lipski, engenheiro agrônomo do Simepar, adverte que, mesmo com a expectativa de chuvas nos próximos dias, o atraso no crescimento das plantas pode causar problemas futuros devido a novos períodos de calor.

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