Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Na segunda-feira, 4 de agosto de 2025, senadores do Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, expressaram indignação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro e o uso de tornozeleira eletrônica pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES). A ordem de Moraes citou postagens dos filhos de Bolsonaro — o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) —, que compartilharam vídeos do ex-presidente durante protestos no domingo, 3 de agosto.

Como reportado pela Revista Oeste, o senador Izalci Lucas (PL-DF), líder da oposição no Congresso, classificou a prisão de Bolsonaro como um agravamento da crise institucional. “A decisão dobra a aposta na repressão, ameaçando a liberdade de expressão e a democracia. Não desistiremos do Brasil”, afirmou, cobrando uma reação do Legislativo, incluindo a priorização do projeto de anistia aos presos do 8 de janeiro. O senador Jorge Seif (PL-SC) escreveu no X que a medida é uma “vingança” em resposta às manifestações populares e à sanção da Lei Magnitsky contra Moraes, qualificando-a como “ditadura”.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) criticou a prisão domiciliar de Bolsonaro como uma tentativa de “calar o maior líder do país” e acusou Moraes de violar o devido processo legal e desrespeitar prerrogativas parlamentares, citando também o caso de Marcos do Val. Portinho afirmou que a oposição buscará as cinco assinaturas necessárias para pautar o impeachment de Moraes, exigindo ação dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A decisão de Moraes veio após protestos em todo o Brasil pedindo o impeachment do ministro e o fim do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No mesmo dia, os jornalistas David Ágape, Eli Vieira e Michael Shellenberger divulgaram a segunda parte do escândalo “vaza toga”, revelando mensagens que sugerem a criação de um tribunal paralelo por Moraes para perseguir alvos com base em redes sociais e conversas privadas. O senador Marcos Rogério (PL-RO) denunciou um “ataque ao Estado de Direito”, com desrespeito ao devido processo legal e à presunção de inocência. Já o senador Magno Malta (PL-ES) declarou no X: “Vingança não é justiça. Abuso de poder. Impeachment de Moraes. Brasil refém.”

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