Revista Oeste / Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduzirá nesta terça-feira, 31, a primeira reunião ministerial de 2026 no Palácio do Planalto. O encontro tem caráter de transição, antecedendo a saída dos ministros que buscarão seus destinos nas eleições e a chegada de novos nomes à equipe.

Segundo a Revista Oeste, a orientação dada aos que se despedem dos cargos para concorrer em outubro é a de reforçar a defesa das ações do governo em todas as instâncias. O presidente Lula deve expressar sua gratidão pelo trabalho realizado por seus auxiliares e reforçar a importância do legado da gestão.

Rui Costa, que se prepara para deixar a Casa Civil em sua disputa pelo Senado pela Bahia, apresentará um balanço das realizações do governo. Além dele, ministros como Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Dario Durigan, recém-nomeado Ministro da Fazenda após a saída de Fernando Haddad, farão apresentações sobre temas econômicos.

A reunião, com duração estimada até as 12h, reunirá todos os ministros, incluindo aqueles que permanecerão em seus cargos. A Revista Oeste revelou que a estratégia central é fornecer aos ministros um discurso unificado sobre as ações da Esplanada dos Ministérios, buscando uma visão abrangente para enfrentar oposição política, como a representada por Flávio Bolsonaro, em diferentes estados.

Aliados também foram instruídos a destacar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira, relacionando o assunto com iniciativas do ex-presidente Donald Trump, com apoio da família Bolsonaro. A equipe de Lula busca uma estratégia de comunicação que combine a defesa do governo com a análise de eventos globais.

Entre os que deixarão o governo para concorrer, destacam-se Márcio França (PSB), que ainda não definiu se atuará na campanha de Lula ou concorrerá ao Senado por São Paulo, assim como Wolney Queiroz (PDT) e Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia, ambos com possibilidades de disputar cargos em Pernambuco ou auxiliar na chapa do petista.

Geraldo Alckmin tende a repetir a chapa com Lula, enquanto Camilo Santana poderá se dedicar à articulação eleitoral. Sidônio Palmeira, da Comunicação Social, deve ser exonerado no meio do ano para atuar como marqueteiro. A sucessão nas pastas seguirá, em grande parte, com nomes da própria estrutura dos ministérios, embora algumas decisões ainda dependam de avaliação presidencial, como a substituição na articulação política, atualmente sob responsabilidade de Gleisi.

Lula também avalia manter figuras estratégicas no governo para garantir estabilidade, como Alexandre Silveira, que pode permanecer no Ministério de Minas e Energia para lidar com a crise dos combustíveis. A equipe receberá orientações para manter o ritmo das ações e reforçar a comunicação institucional.

Conforme apurou a Revista Oeste, o presidente já havia cobrado postura mais ativa em temas como segurança pública em uma reunião anterior, buscando alinhar a equipe em relação às prioridades do governo. A legislação eleitoral estabelece que integrantes do Executivo devem deixar seus cargos até 4 de abril para poderem concorrer nas eleições.

Lula pretende minimizar os impactos das mudanças, priorizando a nomeação de secretários-executivos para garantir continuidade administrativa, como ocorreu na Fazenda, agora sob comando de Dario Durigan.

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