Revista Oeste / Reprodução

Os sócios da Raízen, resultado da união entre Shell e Cosan, solicitaram uma nova oferta de investimento aos bancos após a rejeição inicial de um aporte adicional. Segundo a Revista Oeste, as tratativas mantiveram um tom amigável, mas a diferença salarial entre as expectativas das partes é significativa.

A gigante do setor de energia, Raízen, enfrenta uma dívida de R$ 65 bilhões, conforme revelado em seu processo de recuperação extrajudicial, iniciado em 10 de março. A empresa busca, em 90 dias, apresentar à Justiça um plano de reestruturação que garanta sua homologação.

A Shell propôs um investimento de US$ 3,5 bilhões, complementado por US$ 500 milhões de Rubens Ometto (Cosan), sem incluir a holding Cosan no processo de diluição. No entanto, os credores exigem um aporte de US$ 10 bilhões.

A posição dos credores é liderada por fundos norte-americanos, como AllianceBernstein, NFS e T. Rowe Price, que detêm 70% dos títulos em dólar. Os credores buscam US$ 5 bilhões em créditos, enquanto os bancos propõem US$ 5 bilhões adicionais.

O plano original da Raízen previa um aporte de R$ 4 bilhões, a conversão de 45% da dívida em ações e o pagamento restante em parcelas de 10 anos (distribuidora) e 13 anos (usinas). A proposta inicial favorecia a Shell e Ometto, em relação à proporção de ações ON versus títulos de credores, que seriam convertidos em units da Raízen, totalizando cerca de R$ 30 bilhões.

A distribuição de cargos no conselho de administração também é um ponto de negociação, com a Shell liderando o diálogo e a expectativa de que os credores e acionistas nomeiem, respectivamente, quatro e três integrantes ao conselho. Até o momento, a Shell não emitiu declarações oficiais sobre o andamento das negociações.

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