A chegada de Supergirl aos cinemas, prometendo expandir o novo Universo DC, resultou em um desastre crítico que abala as bases do projeto liderado por James Gunn. Baseada na graphic novel “Mulher do Amanhã”, a produção com Kara Zor-El e Craig Gillespie tem sido duramente rejeitada pela crítica especializada, evidenciando uma desconexão narrativa alarmante e falhas técnicas gritantes – um problema que se agrava diante da falta de confiança demonstrada em seu marketing.
Segundo a Gazeta do Povo, o principal ponto de divergência reside na ausência de identidade no filme. O crítico PH Santos descreve-o como “uma colagem confusa”, onde o diretor não consegue imprimir uma assinatura própria e opta por imitar fórmulas já consagradas sem sucesso algum. A obra tenta abraçar faroeste, ópera espacial e estética à la Mad Max ao mesmo tempo – um projeto ambicioso que se revela desajeitado e superficial. Jeremy Jahns complementa essa visão, classificando a produção como uma “bagunça genérica de ficção científica”, ressaltando a sufocante falta de alma na tentativa de explorar temas profundos sobre o destino da heroína no universo.
A frustração também é direcionada ao roteiro assinado por Ana Nogueira e à caracterização da protagonista, Milly Alcock. Waldemar Dalenogare critica uma estrutura narrativa arrastada, marcada pelo uso problemático de flashbacks que enfraquecem a figura de Kara Zor-El – um ponto corroborado por Jeremy Jahns, que aponta para o “nerfar” (redução dos poderes) da heroína como estratégia conveniente. PH Santos acrescenta que o roteiro falha em humanizar a personagem, transformando-a em uma figura fria e distante, apesar de flertar com temas de sororidade e vingança.
A experiência visual também foi extremamente negativa para os críticos. Rob Hardy, responsável pela fotografia do filme, recebeu críticas contundentes por um trabalho “lavado”, marcado pelo uso excessivo de lens flares e iluminação ineficiente que resulta em imagens sombrias sem impacto – algo notavelmente diferente das produções da Marvel ou dos Guardiões da Galáxia. A montagem também foi considerada caótica, com sequências de ação mal executadas que drenam qualquer tensão dramática.









