Antonio Cruz/Agência Brasil

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) levantou sérias suspeitas sobre a gestão municipal durante o período comandado pelo então prefeito João Campos, apontando um possível prejuízo bilionário na instalação de usinas fotovoltaicas em escolas públicas. A auditoria detalhada revela uma série de irregularidades que indicam desvios e má administração dos recursos públicos municipais.

Segundo apurou a Revista Oeste, o relatório do TCE-PE identifica pagamentos por serviços jamais executados, antecipações indevidas, superfaturamento recorrente e cobranças duplicadas em contratos referentes à implantação de sistemas de geração solar nas unidades escolares da rede municipal. A análise minuciosa dos acordos expõe uma falha grave na fiscalização das contas públicas do Recife, com divergências flagrantes entre as medições apresentadas pelas empresas contratadas e os resultados efetivamente verificados pelos auditores.

A equipe técnica do tribunal observou que, em diversos casos, valores foram pagos referentes a etapas de obra ainda não concluídas – um claro indício da falta de controle sobre o andamento dos projetos e possíveis propósitos ocultos por trás das contratações. A Revista Oeste apurou que os problemas se concentram em contratos com valor total superior a R$ 16 milhões, uma quantia considerável desviada para interesses desconhecidos. Diante dessas conclusões preliminares, o tribunal recomenda formalmente ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) investigar eventuais responsabilidades civis e criminais relacionadas à gestão João Campos.

A Prefeitura do Recife tenta minimizar a situação, afirmando que a auditoria ainda não foi julgada pelo plenário do TCE-PE e está apenas em fase de análise. A administração municipal insiste que os contratos estão alinhados com as normas legais vigentes e que as conclusões da equipe técnica representam meramente uma manifestação cautelar sem implicações definitivas para o ex-prefeito, João Campos. Contudo, a gravidade das irregularidades apontadas exige uma investigação completa e transparente por parte dos órgãos competentes, garantindo a responsabilização de todos os envolvidos na desgestão do dinheiro público da cidade.

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