Gazeta do Povo / Reprodução

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) tem sido apontada como uma possível vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições de 2026, embora essa perspectiva não seja compartilhada por seus assessores. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, manifesta preferência pelo nome, considerando-o “muito forte no agronegócio” e com “carisma”, ressaltando que a decisão final caberá ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e ao próprio Bolsonaro.

Segundo a Gazeta do Povo, a composição da chapa é considerada improvável por pessoas próximas a Flávio Bolsonaro, que afirmam que nunca houve um convite formal à senadora. Tereza Cristina, por sua vez, declara que não foi convidada e que, se um convite surgir, ela avaliará a proposta.

A especulação sobre Tereza Cristina como vice não é recente. Em 2022, Valdemar Costa Neto já indicava o nome da senadora como possível vice na chapa de Jair Bolsonaro, sem que houvesse uma negociação efetiva. Uma pesquisa do Paraná Pesquisas, realizada em dezembro de 2023, revelou que 24,4% dos entrevistados consideravam importante ter uma mulher na chapa vice-presidencial, enquanto 22,3% priorizavam um representante do setor produtivo ou do agronegócio com foco econômico, um perfil que Tereza Cristina atende.

Apesar disso, pessoas próximas à senadora asseguram que não houve aproximação real com o campo de Flávio Bolsonaro. Michelle Bolsonaro mantém contato frequente com Tereza Cristina, e Valdemar Costa Neto a admira, embora isso não represente uma negociação.

A senadora Tereza Cristina tem focado seus esforços no lançamento do Instituto Diálogos, uma iniciativa própria com o objetivo de promover debates abertos e sem partidarismo sobre questões relevantes para o agronegócio. O instituto, formalizado em setembro de 2023, planeja realizar um seminário sobre a nova geoeconomia mundial, com especialistas de diversos países, em maio do corrente ano.

Além disso, Tereza Cristina consolida-se como articuladora do setor produtivo no Senado, priorizando a segurança jurídica no campo e a abertura comercial. A senadora também tem se dedicado à política local, buscando apoiar a campanha do governador Eduardo Riedel (PP) no Mato Grosso do Sul.

A disputa pela presidência do Senado se torna mais possível com a fragilidade política do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União). Caso Flávio Bolsonaro vença a eleição, a disputa provável seria com Rogério Marinho, senador e coordenador da campanha do pré-candidato do PL.

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